Quantificando...
Nunca fomos nacionalistas.
Nunca.
Mas a pátria nos apetece.
Não a pátria governamental que exige nossos serviços e suga nossa verdade vital, mas a pátria urbana e natural. O deus das árvores respira na mesma intensidade que o deus das avenidas.
Apesar de não terem uma co-existência pacífica, eles nasceram do mesmo lugar.
A Mente Cósmica.
E é esse tipo de pátria que nos mantém vermelhos e corados enquanto caminhamos na chuva.
É essa pátria que nos faz bater nos peitos como macacos-humanos transloucados.
Um King Kong Racional após destruir os Dinossauros do Acaso.
A pátria que amo é a que me trouxe do grande e infinito nada e me acolheu como uma grande mãe. A grande mãe que me expeliu de seu divino ventre juntamente com os mares (sua divina bolsa estourada), as lindas florestas (os nacos de seus divinos pêlos pubianos), os montes e montanhas (sua divina placenta), o céu (as divinas gotículas do prazer de um parto), e as cidades ( seus divinos sonhos eróticos).
E é por essa pátria que vale a pena lutar.
É nela que creio, é por ela que vivo.
Vivo tentando mantê-la viva.
Porque somente se ela viver, eu serei.
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