Chega um hora que toda beleza de um grito pueril de rebeldia se vai, sentir pena de se mesmo vira uma idiotis...
É, acho que seria idiota escrever uma resolução de fim de ano sem usar e abusar de metáforas (minha marca registrada) que só eu entenderei de verdade, então lá vai:
Pensando bem, minha vida tem sido 20 anos sabáticos, exatos como um problema matemático, perdidos entre uma flor e um elástico, jogados em um sotão de má sorte. Preguiçosamente arrastado entre um canal e outro, vivenciando a mudança imutavél devido a falta de vontade de se levantar e trocar de fraldas para calças jeans, que na verdade se mostram totalmente apertadas. Gostando de estruturar frases soltas para parecer mais inteligente, citando nomes e palavras que ninguem mais entende, nem mesmo o "tranloucutor" que as passa rente a uma linha imaginária em si, um meridiano de "wewich". Sempre aqui, um puro sangue, instrumento de um chefe, tentando encaixar as peças desse último quebra-cbeça que responderá tudo. E nesse 01 de Janeiro, que eu tenha feito um bom ano, mantendo a calma, cuidadoso e sincero, jogando fora todo haxixe, rapé, papel, isqueiro e um cinzeiro que me acompanhavam feitos meus animais estimacionados saudáveis e insaciáveis que se trocam brutalmente por refeições e dinheiro gasto em coisas frutíferas que nos darão força e forma para podermos gritar com um mundo que não é agradável, mas é o seu. Meu. Sei lá, nosso. E o que há de errado nisso, Deus me expulsará do paraíso? Ou tenho o paraíso em meu piso? Ou se um dia de merda chegar eu me cagar quem irá limpar-me? Ou prometerá - três vezes - amar-me até que a morte venha a levar-me? Será que todos os meu amores - sim, hoje em dia, pesarosamente, bem desgastados - continuaram a esquentar-me? Todos esses pontos esclarecidos enquanto escrevo, e digo, que novo será tudo.
2.0
Nesse novo mundo, todo novo dia irá me acordar com a pergunta: o que fazer para ser mais intenso, ser mais variável, fisiologicamente devotado a novos ventos? Resgatar o desgaste amoroso, se ainda houver tempo, ser uma flor oriental bonita e letal, que se mistura com a beleza mundana e transforma toda a megalomania em pétalas de vento em monumentos febris. Não mais ficar em casa todos os dias, ou ficar em casa todos os dias, crescendo o filósofo, o escriba e o pesticida, gostando de fumar quando caga e de todos esses prazeres ocultos.
E mesmo não gostando de ser quem sou no escuro, sempre voltando a superfície como uma boa merda.
Que novo ano traga-nos como se fossêmos um bom Marlboro Vermelho.
Feliz Ano Final.
É, acho que seria idiota escrever uma resolução de fim de ano sem usar e abusar de metáforas (minha marca registrada) que só eu entenderei de verdade, então lá vai:
Pensando bem, minha vida tem sido 20 anos sabáticos, exatos como um problema matemático, perdidos entre uma flor e um elástico, jogados em um sotão de má sorte. Preguiçosamente arrastado entre um canal e outro, vivenciando a mudança imutavél devido a falta de vontade de se levantar e trocar de fraldas para calças jeans, que na verdade se mostram totalmente apertadas. Gostando de estruturar frases soltas para parecer mais inteligente, citando nomes e palavras que ninguem mais entende, nem mesmo o "tranloucutor" que as passa rente a uma linha imaginária em si, um meridiano de "wewich". Sempre aqui, um puro sangue, instrumento de um chefe, tentando encaixar as peças desse último quebra-cbeça que responderá tudo. E nesse 01 de Janeiro, que eu tenha feito um bom ano, mantendo a calma, cuidadoso e sincero, jogando fora todo haxixe, rapé, papel, isqueiro e um cinzeiro que me acompanhavam feitos meus animais estimacionados saudáveis e insaciáveis que se trocam brutalmente por refeições e dinheiro gasto em coisas frutíferas que nos darão força e forma para podermos gritar com um mundo que não é agradável, mas é o seu. Meu. Sei lá, nosso. E o que há de errado nisso, Deus me expulsará do paraíso? Ou tenho o paraíso em meu piso? Ou se um dia de merda chegar eu me cagar quem irá limpar-me? Ou prometerá - três vezes - amar-me até que a morte venha a levar-me? Será que todos os meu amores - sim, hoje em dia, pesarosamente, bem desgastados - continuaram a esquentar-me? Todos esses pontos esclarecidos enquanto escrevo, e digo, que novo será tudo.
2.0
Nesse novo mundo, todo novo dia irá me acordar com a pergunta: o que fazer para ser mais intenso, ser mais variável, fisiologicamente devotado a novos ventos? Resgatar o desgaste amoroso, se ainda houver tempo, ser uma flor oriental bonita e letal, que se mistura com a beleza mundana e transforma toda a megalomania em pétalas de vento em monumentos febris. Não mais ficar em casa todos os dias, ou ficar em casa todos os dias, crescendo o filósofo, o escriba e o pesticida, gostando de fumar quando caga e de todos esses prazeres ocultos.
E mesmo não gostando de ser quem sou no escuro, sempre voltando a superfície como uma boa merda.
Que novo ano traga-nos como se fossêmos um bom Marlboro Vermelho.
Feliz Ano Final.
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